Pão de abobrinha

Pão de abobrinha

Tem receitas que a a gente não pode negar uma certa “quedinha” ou fascinação. Sem dúvida, para mim, esta é uma delas. Esta é uma das minhas receitas preferidas, por várias razões: é nutritiva; é deliciosa; é prática; é diferente (normalmente você surpreende alguém quando oferece pão de abobrinha!) é um presente delicioso (é uma das receitas que mais faço quando quero presentear alguém.).

Já postei o pão de abobrinha por aqui, mas não resisti … Olha se não é uma delícia:

Pão de abobrinha

Primeiro separe os ingredientes secos numa vasilha:

– 1 ½ xícara de farinha de trigo.

– uma pitada de sal.

– 2 colheres (chá) de fermento em pó.

Misturei tudo.

Noutra vasilha coloque:

-1 xícara de açúcar orgânico.

– 2 ovos.

Bata com a batedeira até fazer um creme fofo. Acrescente:

– raspas de um limão e aproximadamente.

– 1 colher (chá) de gengibre ralada fina.

– Por fim ½ xícara de óleo. Bata mais um pouco.

Pão de abobrinhaA esta mistura líquida acrescente uma xícara de abobrinha ralada. Dica: rale a abobrinha no ralador grosso, em seguida coloque a porção num pano de prato e esprema  de forma que tire o máximo de líquido possível.

Incorpore aos poucos a farinha aos ingredientes líquidos mexendo com uma colher de pau.

Por fim acrescente ½ xícara de nozes grosseiramente picadas (nesta receita eu esqueci completamente delas, ficou boa da mesma forma). As nozes são uma surpresinha a mais ao paladar.

Unte uma forma de bolo inglês com manteiga e coloque a massa. Asse em forno médio por aproximadamente 30-40 minutos, teste com um palito até que saia seco.

É um pão fantástico pra acompanhar um chá ou café da tarde.

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Caçarola de frango

Caçarola de frangoO livro À Mesa com Monet é uma preciosidade por suas lindas imagens, pelo lirismo como nos leva de volta a 1883, época que Claude Monet e sua esposa Alice instalam-se definitivamente em Giverny, França, com seus filhos.  E, sem dúvida, também é um livro adorável por suas receitas. Já postamos aqui a receita de um bolo e um pouquinho do que trata o livro.

Desta vez recorremos ao livro para fazer um frango para o almoço da segunda-feira. Tornou a comida trivial do início da semana num almoço de gala. Sem contar que é uma receita relativamente prática.

Segue, então, a receita da Caçarola de frango  ou Poulet en cocotte com as devidas adaptações que fizemos:

Ingredientes

– 50 g de manteiga

– 200 g de toucinho magro em cubinhos (coloquei uns 100g)

– 2 cebolas em rodelas finas (coloquei uma)

– 1 frango caipira de 1,4 kg, amarrado com barbante (usei três peitos de frango caipira, ficaria ainda melhor se fosse sobrecoxa)

– 125 ml de vinho branco seco (na falta do vinho branco usei Jerez)

– 50 g de cogumelos em fatias (usei  shitake)

– sal e pimenta moída na hora

Caçarola de frango

Acenda o forno em temperatura branda e deixe aquecendo.

Numa panela que possa ir com a tampa ao forno, derreta a manteiga (coloquei um fio de azeite para a manteiga não queimar). Em seguida coloque o toucinho e deixe dourar um pouco. Por fim acrescente a cebola e deixe que doure bem. Retire tudo da panela e reserve. Na mesma panela coloque um fio de azeite, em seguida o frango temperado com sal e pimenta, deixando dourar por igual. Recoloque o toucinho e a cebola na panela, adicione o vinho. Tempere com um pouquinho a mais de sal. Feche hermeticamente  a panela e leve ao forno durante duas horas. Vinte minutos antes de terminar o cozimento acrescente os cogumelos (neste momento aproveite para avaliar se está muito seco, se for o caso coloque um pouquinho de água para ter mais molho).

Finalize com um punhado de salsinha  e bon appétit!

Servimos com arroz e uma salada de repolho e cenoura refogados. Ficou bem legal!

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Pão caseiro

PãoFazer pão pode ser um mistério para alguns, para mim é reconfortante. Na minha opinião, nada se compara ao cheiro de pão assando. A casa impregnada, aquecida, embalada pela memória afetiva trazida pela cheiro.  Embora muitas pessoas me digam que não conseguem fazer um bom pão, cada vez mais, sou convicta que todos podem e devem meter a mão na massa e descobrir os mistérios e facilidades de fazer um pão caseiro. Fazer pão, muitas vezes exige receita, mas quando se aprende a lidar com a massa, às vezes é possível fazê-lo no bom e velho “olhômetro”. Outro dia fiz um pão maravilhoso com nozes. Não publiquei porque foi impossível recuperar e quantificar a mistura. Neste caso específico, também não deu tempo de fotografar…

Pão

O pão de hoje é muito básico. Diria que é a base das bases, a mistura clássica da farinha com o fermento, o sal e a água.  Ideal para acompanhar uma sopa, fazer bruschetas, comer com manteiga, fazer uma torrada, enfim…

A receita dá para um pão grande e é uma adaptação, feita a partir de um vídeo com Dan Lepard, um mestre da panificação.

Receita

– 300 g de farinha branca de boa qualidade, se for orgânica melhor (este pão pode ser somente com farinha branca, neste caso use 400 g – mas acrescentar a farinha integral dá um toque)

– 100 g de farinha integral (usei farinha de centeio)

– 300 ml de água morna

– 1 colher de chá de fermento seco para pão

– 1 colher de chá de sal

– Azeite de oliva

pãoNuma tigela coloque a água morna e fermento e mexa um pouco para que ele se dilua. Acrescente as farinhas e o sal. Mexa até que todos os ingredientes sejam incorporados. Fica uma massa meio grudenta. É assim mesmo. Deixe descansar por dez minutos. Em  seguida coloque sobre a massa um fio de azeite. Passe a mão e vá envolvendo-a com o azeite. Faça uma bola e leve a uma bancada também untada. Na bancada pegue a massa pelas extremidade e traga a ponta para o centro (repita esta operação várias vezes até fazer todo o entorno da massa ). Mais uma vez vai fazer uma bola. Quando conseguir uma bola bem lisa deixe descansar até dobrar de tamanho.

Depois de crescida coloque-a numa bancada enfarinhada. Em seguida faça um rolo (aquele formato de baguete, sabe?) com ela. Coloque uma pouco mais de farinha para que não grude. Coloque numa assadeira enfarinhada e deixe crescer novamente. Quando estiver no ponto, polvilhe farinha e passe gentilmente a mão para espalhá-la. Com uma faca afiada faça um corte (quase lateral). Quando ele crescer no forno este corte vai abrir e fazer aquele lindo formato dos pães que costumamos ver nas boas padarias.

vaporDepois é colocar no forno pré aquecido por aproximadamente 40 minutos a 170º C. Dica: coloque um recipiente com um pouco de água no forno para gerar vapor. Isso vai deixar o pão mais crocante.

Para ver se o pão está pronto você pode virá-lo e dar umas batidinhas, fará um som oco (nossa como é difícil explicar algo tão sensorial!). O cheiro e a cor dourada também servem de parâmetro.

Depois? Sirva-se! Eu como ainda quente, embora seja contra indicado, com muita manteiga.

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Escondidinho de bacalhau

Bacalhau

Bacalhau sempre é bom. É versátil e abre sempre um oceano de possibilidades de exploração de seu sabor inigualável. Aqui utilizamos o peixe para fazer uma entrada que impressiona pela aparência e, claro, por ser muito gostosa. Chegou a vez do escondidinho de bacalhau!

A ideia é simples: cobrir um refogado de bacalhau com uma camada cremosa de purê de mandioca (ou aipim, como preferirem chamar). Dá um certo trabalho, mas vale a pena.

Pode-se comprar bacalhau em lascas. Os supermercados geralmente oferecem esta opção, que é bem mais econômica do que comprar o lombo. Lembre que o bacalhau deve ser dessalgado por pelo menos dois dias: fica de molho em água na geladeira e troca-se muitas vezes a água.

Refogado de bacalhau

O refogado se faz sem nenhum trabalho: em um bom azeite de oliva refoga-se cebola em fatias muito finas e um pouquinho de pimentão vermelho picado bem miudinho. Em seguida o bacalhau em lasquinhas já cozido (o bacalhau pode ser cozido em água  ou leite. Coloque-o no líquido já quente e deixe por uns cinco minutos. O processo é rápido mesmo, apenas para dar a ele a firmeza do cozimento.)  Tempera-se com sal (se precisar) e pimenta a gosto. Opcional um punhado final de salsinha. O refogado está pronto.

Se você for fanático por azeitonas, pode colocar uma das pretas, picadinha. Mas nesta caso eu prefiro ressaltar o sabor do bacalhau, sem concorrência.

Purê de mandioca

Cozinha-se a mandioca até ficar bem macia e então passamos ela por um espremedor (ou amasse com um pilão) até formar um purê que a gente amacia com um pouco de creme de leite até achar a textura desejada. Gostamos dele mais acetinado. Tempera-se também com sal e pimenta.

Montagem

Como era uma entrada, montamos sobre conchinhas de vieiras, mas pode-se fazer em qualquer tipo de forminha, ou mesmo em porções maiores. Na base vai uma porção do refogado que cobre-se caprichosamente com o purê. Por cima de tudo um toque de queijo ralado. Vai ao forno para gratinar até o queijo fazer uma “casquinha”.

Fica um show de sabor e apresentação.

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Bifes de entrecote ao molho tinto com cogumelos

Cozinhaadois

Se um bife de entrecote, por si, já é algo que merece veneração, imagina ser for de carne da raça Angus e preparado com um molho de vinho e cogumelos. Foi o que preparamos para almoço de um domingo chuvoso e cheio de preguiça.

CozinhaadoisOs dois bifes de uns 3 cm de espessura apenas marinamos um pouco em azeite de oliva e chimichurri (aquele tempero típico do Uruguai e Argentina), mas vale usar as ervas de sua preferência e até um toque de alho. Só não coloque sal na marinada para que a carne não solte seu suco.

CozinhaadoisQuando a frigideira de fundo grosso estiver muito quente entre com os bifes. Se a frigideira não for espaçosa, cozinhe um de cada vez, pois muita carne de uma vez pode baixar a temperatura da chapa. Aí é só esperar que na parte que ficou para cima apareçam algumas gotas do suco da carne, este é o ponto de virar. Vire e deixe o mesmo tempo que ficou o outro lado. Só então coloque sal na carne. O melhor é usar sal grosso moído, mas vale o que tiver em casa. Lembre que entrecote bem passado é sacrilégio, a carne deve estar no máximo rosada.

O molho

CozinhaadoisApós fazer os bifes, aproveite a frigideira e jogue uma colher rasa de manteiga e refogue ali meia cebola picada bem miúda, dois ou três dentes de alho bem picadinhos e uma boa quantidade de cogumelos frescos fatiados (usamos o champignon). Deixe o cogumelo começar a ficar dourado entre com um copo de vinho tinto seco (usei um cabernet sauvignon) e tempere com sal e pimenta. Deixe levantar fervura e acrescente uma colher generosa de creme de leite fresco (nata) para aveludar o molho. Deixe cozinhar até que o molho reduza e fique espesso. Quando estiver no ponto, desligue o fogo e junte um punhado de salsinha picada para dar cor e perfume. Despeje sobre os bifes e… delicie-se.

Servimos com batatas assadas.

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