Risoto de camarão

– Consegui antecipar a volta a Floripa e chego no final da tarde. E eu estou morrendo de vontade de comer um risoto de camarão.

O telefonema da Soninha ao meio dia de sábado me encheu de alegria. Corri para a peixaria e providenciei um quilo de camarão com casca, de bom tamanho. Ela vem de uma semana de trabalho em ritmo que mal dá para fazer uma refeição. Então caprichei!

A primeira providência foi descascar os bichos. Prefiro sempre comprar com casca, os camarões vêm mais frescos, com a carne mais firme e muito mais sabor. Como todo bom risoto começa por um bom caldo, separei as cascas e cabeças para preparar um bom fundo para o risoto.

O caldo

Em uma panela coloquei as cascas e cabeças dos camarões bem lavados, em várias águas. E para completar:

– Duas pequenas cenouras com cascas cortadas em fatias;

– Duas cebolas medias picadas grosseiramente;

– Dois dentes de alho picados grosseiramente;

– Um punhado grande de salsinha, com os talinhos;

– Dois talos de salsão picados, com algumas folhas;

– Dois dedos de talo de alho poro (a parte branca), também em fatias;

– Grãos de pimentas preta, branca e rosa;

– Grãos de coentro;

– Sal.

Tudo isso foi coberto com água fria e levado ao fogo. Quando levantou fervura, baixei o fogo e deixei uns 40 minutos cozinhando.

Os camarões

O maior pecado que se pode fazer com camarões é cozinhá-los demais. Ficam horríveis, borrachentos e sem gosto. Então eles só vão entrar no risoto propriamente dito na finalização do prato. Antes porém, limpos e bem lavados, são refogados em azeite e temperados com sal e pimenta para esperar a hora de entrar no risoto.

O risoto

O arroz escolhido foi do tipo carnaroli, que tem grãos pequenos e gorduchos, repletos do amido que vai dar a textura cremosa ao risoto. Uma xícara para duas pessoas dá e sobra. E lembre: jamais lave um arroz de risoto, para não perder parte do desejado amido.

Na panela ampla com antiaderente uma boa colher de manteiga e um pouco de azeite (para não deixar a manteiga queimar). Quando a manteiga derrete é hora do arroz, para uma fritada rápida, digamos que mais para aquecê-lo e envolvê-lo com a gordura.

Momento importante do risoto é o que os italianos chamam de “fumar” o arroz, que consiste na primeira “inchada” dos grãos com líquido. Deve fazê-lo invariavelmente com vinho branco seco (eu disse seco!!). Um cálice de vinho branco e começa-se a mexer o arroz. E vamos mexê-lo sem parar até que fique pronto.

Quando começa a secar o vinho adiciona-se uma concha do caldo de camarões e mexe-se sempre. Nesta caso adicionei um copo de tomates pelados triturados, mas é um procedimento opcional para quem gosta de ter a cor avermelhado no prato.

O próximo passo é ir mexendo e adicionando caldo sucessivamente. Normalmente o arroz fica al dente com 20 minutos de cozimento. Quando arroz estava quase no ponto acrescentei meio copo de ervilhas (que também é opcional, e eu uso destas congeladas e pré- cozidas, que são saborosas) e logo depois os camarões que esperam lá na frigideira.

Após algumas mexidas para misturar os camarões, desliga-se o fogo para finalizar o risoto. Faz -toda diferença “arredondar” o prato com uma generosa colher de manteiga. O arroz, que deve estar bem molhado, ganha a consistência cremosa e um brilho incrível. No caso coloquei ainda um punhado de salsinha picada, investindo no perfume desta erva.

Usei uns camarões com casca passados na frigideira para decorar.

Acho que a Soninha não se arrependeu de voltar um dia antes para casa.

 

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4 respostas para Risoto de camarão

  1. Ana Paula disse:

    Não sei se é sacrilégio, mas eu também costumo colocar umas duas colheradas de nata fresca pra finalizar. Com isso o risoto fica uuuultra cremoso.

    beijo

  2. Adriane Canan disse:

    água na boca!!! hoje fiz omelete inspirado no site!

  3. rogério christofoletti disse:

    “Camarões com casaca” é sen-sa-cio-nal!
    Os caras vieram vestidos de gala para este manjar… Soninha merece!

  4. rogério christofoletti disse:

    Epa! Li um “a” a mais… Onde vi “camarões com casaca” estava apenas “camarões com casca”. Não foi licença poética, mas alucinação de quem ficou morrendo de fome com o risoto… sorry, baby!

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