Panquecas vegetarianas

Panqueca

Amigos vegetarianos em casa. Panquecas de legumes são uma boa pedida: saborosas e substanciosas. Além do mais, panqueca, seja lá do que for, é sempre uma delícia. Fazer a massa, o recheio e um bom molho não exige grande esforço nem muita habilidade, apenas capricho e algumas boas ideias.

PanquecaA massa

Para a massa usamos o liquidificador, onde colocamos:

– 1 xícara de farinha de trigo

– 1 xícara de maizena

– 2 xícaras de leite

– 1 colher de chá de sal (use a seu gosto)

– 2 ovos

É só bater e, de preferência, deixar a massa “descansar” por uns 15 minutos. Se desejar, acrescente ao final salsinha ou outra erva para dar um toque especial e diferenciado na massa. Nós usamos salsinha.

Depois é só fritar numa frigideira antiaderente bem quente, untada com óleo ou manteiga. O ideal é uma frigideira com cerca de 20c m de diâmetro.

Como os convidados eram muitos, fizemos o dobro da receita, o que rendeu cerca de 25 panquecas.


PanquecaO recheio

Para o recheio das panquecas preparamos um forte refogado de legumes. Forte na variedade de sabores e no seu conjunto nutritivo. Usamos:

– Uma cebola grande cortada em cubos

– Meio pimentão vermelho cortado em quadrados

– Meio pimentão amarelo cortado em quadrados

– Meio pimentão verde  cortado em quadrados

– Quatro dentes de alho picados

– Uma abobrinha pequena cortada em cubos (com casca)

– Uma berinjela pequena cortada em cubos (com casca)

-Uma cenoura grande cortada em cubos

– Uma xícara de ervilhas tortas cortadas ao meio (vagens)

– Quatro cogumelos shiitake cortados em fatias

– Um punhado de brotos de feijão

– Cebolinha e salsinha picados a gosto

Na frigideira tipo wok, bem quente, colocamos uma porção de azeite de oliva (cobrir levemente o fundo e fomos adicionando os vegetais por ordem de tempo de cozimento: cebola, alho, pimentões, abobrinha, cenoura, berinjela, cogumelo e brotos. Para temperar usamos sal, pimenta calabresa e o preparado indiano naga masala, que dá um toque bastante picante. Ao fim o arremate com a salsinha e cebolinha picadinhos.

Panqueca

 

Panqueca

Molho de tomate

O molho básico foi usado para cobrir as panquecas.

Numa panela com um pouco de azeite refogamos uma cebola pequena cortada miúda, dois dentes de alho e um pedaço de pimentão vermelho, também picadinho. Logo acrescentamos uma lata de tomate pelati batida no liquidificador (pode-se usar tomates frescos, se tiver tempo disponível). Aí é só temperar com sal e pimenta e folhas frescas de manjericão, sem economia.

Montagem

Todos sabem que se coloca o recheio sobra cada massa de panqueca e enrola formando um rolinho. Quando todos os rolinhos estiverem acomodados em uma travessa refratária jogue o molho de tomate sobre elas e polvilhe com queijo parmesão ralado. Leve ao forno para gratinar até que o queijo faça uma “casquinha”. Bom proveito!

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Risoto de cogumelos e brócolis

Risoto

Uma boa ideia para pratos ricos em proteínas e sem carne é usar cogumelos. São saborosos, rústicos, terrosos e versáteis para combinar com muitos outros ingredientes. Nesta caso eles foram as estrela de um risoto.

O caldo

Quando se fala em risoto a primeira providência a se tomar é um bom caldo. Numa panela com água fria colocamos uma cebola cortada grosseiramente, três dentes de alho, talos de brócolis, talos de aspargos (usamos aspargos em outra receita e guardamos os talos para fazer caldo), galhos de salsinha, cebolinha e alecrim, uma cenoura picada graúda, uma folha de louro, grãos de pimenta do reino e uma colher de chá de pistilos de açafrão e sal.

Deixe cozinhar em fogo brando por cerca de uma hora e terás um caldo substancioso e saboroso, com o amarelo vibrante do açafrão.

CogumelosOs cogumelos

Usamos cogumelos shiitake, hiratake, shimeji e mais um amarelinho que não sabemos o nome. Veio tudo numa bandejinha intitulada “mix de cogumelos selvagens” que encontramos num mercado de orgânicos aqui perto de casa. Depois de limpos com um pincel, eles foram cortados em pedaços graúdos e salteados em azeite de oliva com um pouco de alho espremido e temperados com sal e pimenta. Foram reservados para entrar no risoto na hora certa.

Brócolis

Os brócolis tínhamos congelados. A gente congela depois de passá-los rapidamente por fervura (um minuto, mais ou menos) e logo em água gelada. Depois deste processo conhecido como branqueamento enxugamos e congelamos em saquinho. Na hora de usar é só dar um susto em água quente e usá-lo como desejar.

O risoto

Numa panela antiaderente derretemos uma boa colher de manteiga e colocamos um pouco de azeite de oliva (ele vai impedir que a manteiga queime) e ali refogamos o arroz arbório (ou outro próprio para risoto) até ficar quase transparente. Aí acrescentamos uma porção de vinho branco seco até quase cobrir o arroz. O uso do vinho, além de adicionar sabor, ajuda o arroz a liberar o amido que vai nos oferecer a textura cremosa que desejamos.

RisotoQuando o vinho começar a secar começamos a colocar o caldo coado, uma concha por vez, mexendo sempre o arroz. O processo leva uns 20 minutos e nunca se para de mexer. Quando o arroz estiver quase al dente (macio por fora e firme por dentro) juntamos os cogumelos refogados e os brócolis e a última porção de caldo. Lembre que o risoto deve estar sempre bem molhado, como um creme. Se desejar junte também salsinha picada ao final de tudo.

Para “arredondar” o risoto, com o fogo já desligado, juntamos duas colheres de manteiga e uma forte porção de queijo ralado (sugerimos parmesão). Sirva imediatamente, bem quente.

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Nhoque com ragu de carne de porco

nhoque

Nhoque é sempre algo espetacular. Pode até dar um pouco de trabalho para fazer, mas também não é nenhum drama. Combinado com o molho certo ele se torna versátil, pode ser uma simples manteiga de sálvia, levíssima, ou um robusto ragu de carne suína, como no nosso caso.

Para começar a massa do nhoque embrulhamos quatro batatas médias em papel alumínio e levamos ao forno por cerca de uma hora, ou até ficarem bem macias. Pode-se cozinhar as batatas em água, mas assadas elas ficam mais “sequinhas”, sem água, e a massa tende a ficar mais firme e densa.

As batatas já macias devem ser descascadas e espremidas ou amassadas até virar purê. Aí vai uma boa colher de manteiga, duas gemas e uma boa quantidade de parmesão ralado (a gosto, mas sem exagero). Depois é ir acrescentando farinha de trigo até ter um ponto que a massa não grude na mão. A quantidade de farinha varia muito com a quantidade de umidade da batata, com o tamanho das gemas… O importante é achar o ponto sem que a massa fique muito pesada, com excesso de farinha.

nhoque

Depois é só fazer “rolinhos” e cortar os nhoques. Para cozinha-los basta mergulhar em água fervente com sal. Quando o nhoque subir para a superfície da água está pronto. Mas cuide para não colocar todos os nhoques de uma vez na água, coloque aos poucos.

Ragú de carne suína

Um pedaço de uns 400 g de carne suína (usamos lombo, no caso) cortamos em cubinhos pequenos, sem desprezar as gordurinhas. Depois levamos para uma panela de fundo grosso bem quente para refogar na própria gordura. Quando a carne ficou bem douradinha entramos com uma cebola média picada e logo com uma porção generosa de pimentões picados (vermelho, verde e amarelo), uns três dentes de alho grandes e, depois, três tomates médios picados com pele e semente.

nhoque

Enquanto isto refogava adicionamos um cálice de vinho branco seco e temperamos com sal, pimentas do reino (branca, preta e rosa, amassadas num pilão), páprica doce, alecrim seco e manjerona. Aí em fogo baixo, vamos administrando um cozimento de pelo menos uma hora, às vezes adicionando um pouco de água para não grudar no fundo. Quando deligar o fogo acrescente um punhado de ervas frescas picadas: salsinha, cebolinha e manjericão.

 A carne deve ficar muito macia, quase desmanchando, e o molho encorpado, forte. Seu sabor marcante vai contrastar com os nhoques macios e delicados, promovendo uma festa do paladar.  Arremate com um bom queijo parmesão ralado sobre tudo.

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Bolinho de chuva especial

Bolinho de chuva

Sábado chuvoso de um fim de semana que promete ser o mais frio dos últimos anos. A previsão é de muita neve em alguns pontos do Sul do país. Dia perfeito pra testar uma receita daquelas que se faz de vez em quando, muito raramente.

Pois é, tudo para justificar fazer estas pequenas maravilhas que são os bolinhos de chuva. Se falar em bolinho de chuva já dá água na boca imagina um bolinho com farinha de amêndoas e água de rosas. Eu simplesmente não resisti quando li esta receita da Chef Flávia Quaresma.

Ficou absurdamente delicioso, leve, sequinho e muito perfumado. À chef todo o meu afeto e agradecimento pelo compartilhamento desta pérola.

Bolinho de chuva

Receita – (a receita está tão bem explicada que copiei o modo de fazer exatamente como publicado pela chef):

– 1 ovo

– 40 g de açúcar

– 1 colher de sopa (rasa) de manteiga sem sal (equivalente a 12 g)

– 50 g de farinha de amêndoa

– pitada de sal

– 1/2 colher de sopa de fermento em pó (equivalente a 3 g)


– 85 g de farinha de trigo

Bolinho de chuva

– 40 ml de água de flor de laranjeira (coloquei um pouco menos)

– 40 ml de leite integral


Mistura de canela em pó e açúcar
– 400 ml de azeite de oliva para fritar, ou óleo de girassol

Na batedeira misture o ovo com o açúcar até obter uma mistura lisa. Acrescente a manteiga em temperatura ambiente e bata até a mistura ficar bem homogênea. Adicione a farinha de amêndoa e deixe bater por alguns minutos. Em seguida some o sal, o fermento e, pouco a pouco, a farinha de trigo. Por último acrescente a água de flor de laranjeira e o leite. Bata até obter uma massa homogênea e leve.

Prepare uma travessa com papel absorvente e outra com a mistura de açúcar e canela.

Chuva

Leve ao fogo para aquecer uma panela com o azeite de oliva (ou óleo de girassol). Diminua a chama do fogão a fim de obter uma temperatura não muito quente para o azeite. Para dar um formato mais arredondado ao bolinho utilize uma pequenina colher de sorvete (3 cm) untada com óleo. Encha a colher com a massa e coloque delicadamente no azeite quente. Com o auxílio de uma escumadeira vire os bolinhos para obter uma coloração uniforme. Assim que o bolinho estiver dourado, retire da panela com uma escumadeira, escorra e coloque sobre papel absorvente.

Após alguns minutos passe os bolinhos para um recipiente com a mistura de canela e açúcar mexendo bem para que fiquem bem cobertos com a mistura.

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Cuscuz marroquino com salada de camarão e aspargos

comida

Para abastecer a despensa que estava bem precária, saímos decididos a passar na feira de orgânicos, peixaria e supermercado. Programa animado pra uma manhã de sábado. Depois de achar coisas maravilhosas como açafrão da terra em raiz, verduras lindas, tainha fresca e camarão com casca, o cardápio apareceu e foi impossível voltar atrás. O resultado foi um cuscuz marroquino com salada de camarão, grão de bico, aspargos, tomates cerejas ao molho de mostarda e uma tainha com ervas assada no forno.

Vi esta receita de cuscuz outro dia na TV, apresentada pela chef Carla Pernambuco. Se na telinha já parecia bom, tenho que dizer que ao vivo a receita é fantástica. É colorida, suculenta, com sabores que se misturam e harmonizam maravilhosamente.

Fiz uma quantidade que serve bem seis pessoas.

Para o cuscuz foram:

– 500 g de cuscuz marroquino

– 1/2 litro de chá de hortelã, para hidratar o cuscuz

– 1 colher de sopa de manteiga

– 1 k de camarão com casca ou 1/2 quilo de camarão descascado super fresco

– um maço de aspargos

cuscuz marroquino de camarão

– 200 g de grão de bico

– 200 g de tomate cereja

– 1 pimentão vermelho sem pele

– 1 maço de hortelã fresco

– 1 colher se sopa de gengibre ralado

– sal, azeite e pimenta moída a gosto

Para o vinagrete:

– 1/2 xícara de azeite de oliva

– 1/4 xícara de vinagre balsâmico (usei suco de limão)

– 1 colher de chá de mostarda Dijon

– 2 dentes de alho

– sal, menta desidratada e pimenta do reino a gosto

Tempere os camarões descascados com sal e pimenta do reino. Aqueça bem uma frigideira coloque um fio de azeite de oliva, o gengibre e doure os camarões. Refogue por três minutos até que fiquem rosados. Reserve.

Numa panela coloque 4 litros de água para ferver. Coloque o hortelã e deixe ferver por cinco minutos. Desligue o fogo, tampe a panela  e deixe em infusão por mais cinco minutos.

Corte os tomates ao meio e reserve.

Cozinhe o grão de bico em água e sal (deixo ele de molho algumas horas para cozinhar mais rapidamente).

Reserve 1/2 litro do chá e cozinhe o aspargo por cinco minutos no chá com uma pitada de sal. Retire do chá e coloque num recipiente com água fria para parar o cozimento. Corte-os em quatro partes.

Em seguida queime o pimentão na chama do fogão até ficar com aparência bem queimadinha. Retire do fogo e coloque num saco plástico e feche. Deixe descansar por uns cinco minutos. Em seguida passe por água corrente e retire toda a pele e corte em cubos.

Numa tigela grande coloque o cuscuz, sal, um fio de azeite, pimenta moída, a manteiga e hidrate com 1/2 litro do chá quente. Mexa para incorporar o caldo, tampe com um pano e deixe descansar por aproximadamente 5 minutos. Em seguida com um garfo raspe o cuscuz para que ele fique bem soltinho.

Para o vinagrete:

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Acerte o sal e a pimenta moída na hora.

Numa tigela grande (usei a frigideira que refoquei os camarões) coloque o camarão, o grão de bico, os tomates, os aspargos e os pimentões e tempere com o vinagrete.

Monte o prato colocando o cuscuz no centro e a salada em volta. Finalize com hortelã fresca picada.

Para acompanhar boa comida nada melhor que chamar amigos. E o que dizer quando os amigos trazem um vinho absolutamente maravilhoso para compartilhar?

Merci mes amis!!!!!

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